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Portal Bella da Semana protesta contra a decisão da Apple de banir apps ’sensuais’

Escrito por iLex, às 17:10 - 24 de fevereiro de 2010 24 comentários »

Pois é, as repercussões do banimento de mais de 5.000 aplicativos com conteúdo erótico e sensual da App Store geraram descontentamento em todo o mundo, inclusive no Brasil. A maior vítima nacional foi o aplicativo Bella Club que, por apresentar lindas modelos em trajes menores, foi retirado da loja sem nenhum aviso prévio.

A assessoria de imprensa do portal divulgou nota de protesto contra a decisão arbitrária da maçã, comparando sua censura com a da China:

A multinacional norte-americana Apple [...] agora imita a censura chinesa e resolve definir o que é adequado ou “altamente inadequado ” – conforme palavras do vice-presidente da Apple, Phil Schiller, em entrevista ao The New York Times – aos usuários do aparelho. Ou seja, os donos de iPhone não podem decidir o que é adequado, pois a Apple já decidiu por eles.

A revolta cresceu ainda mais ao saberem que aplicativos como os da revista Playboy ou do Sports Illustrated (calendários com mulheres seminuas) continuam no ar, com conteúdo muito similar ao aplicativo brasileiro. Segundo o CEO do portal, Alexandre Peccin, a Apple decidiu sozinha, baseada somente no mercado americano:

A explicação de Schiller para casos como estes seria de que se tratam de “empresas conhecidas com material publicado em formato de grande aceitação”. É como se os outros países também não possuíssem conteúdos de “grande aceitação”.

A nota termina com o pedido de abertura, por parte da Apple, de sua política arbitrária. Para eles, a App Store deve aceitar todo o tipo de aplicativo, sem restrição, inclusive com conteúdo sensual, pornográfico ou gay.

Eu pessoalmente discordo da última parte (liberação total da loja), mas concordo que a política confusa da Apple faz com que desenvolvedores e empresas invistam dinheiro e suor para muitas vezes verem seu trabalho barrado, mesmo depois de aprovado. Essa inconstância é perigosa para a saúde do ecossistema da loja, pois corre-se o risco de criar revolta e desinteresse de bons desenvolvedores no iPhone.

Esperemos que a nova categoria criada na App Store sirva justamente para solucionar esse tipo de problema.

Outros destaques do blog:

24 comentários »

  • Jrbs disse:

    Essa preocupação da Apple com o conteúdo é imbecil e inútil… gatos pingados (americanos enrrustidos) de Pais colocariam a culpa na maçã por causa de conteudo pornográfico.

  • Marcus disse:

    Acho que deveria poder ter todo tipo de aplicativo.
    Quem baixa/compra que decida o que acha melhor para si.
    Mas acho besteira alguém pagar por um aplicativo desses, sendo que o que mais tem na internet é isso grátis. ¬¬’

    • Hermann disse:

      Desde quando pornografia é crime? :/

      A apple deveria investir num controle parental de aplicativos, e parar de agir arbitrariamente.

      Tenho um iPhone, mas estou torcendo para que o Android pegue… com concorrência a vista, a tendencia é melhorar!

  • André M. disse:

    Só to aqui pra avisar que o contador de downloads da Apple de musicas baixadas É FALSO, se fosse entrar no site ( http://www.apple.com/itunes/10-billion-song-countdown/) e desconectar a internet ele continuará crescendo, a para um contador de download na internet era de se esperar que necessitasse algum tipo de conexão com a internet para contar, provando o que eu ja desconfiava, é tudo farsa.

  • Beto disse:

    Web App meu povo! Eis a solução. Quem hoje tem uma empresa que vive exclusivamente da App Store está colocando o pescoço em risco. Você pode acordar uma bela manhã e, por motivos obscuros, sua empresa deixou de existir… Não há formas de controlar uma Web App, o Google já percebeu isso (bom exemplo). E outra: hoje em dia que App não acessa a Web? Uma App “off-line” é como um cadáver, um corpo sem vida…

  • Marcos disse:

    A loja é da Apple, ela vende os produtos que quiser. Quem estiver insatisfeito monte sua própria app store e faça sucesso!

  • André M. disse:

    É Pedro, provar seria complicado, mais falei supondo que conseguiria mesmo, porque de fato eu acho que é impossível

  • Daniel disse:

    Penerar aplicativos que podem prejudicar o aparelho, hardware, software, invasões e etc, até que vai, mas pornografia? Galera da apple ta pensando que é Deus? Ou Hu Jintao?
    Pensando assim, entra a velha história do JB. Quem comprou o iphone fui eu, quem rala durante o mês pra pagar sou eu, logo, quem decide o que vai ou não ser instalado… sou eu, lógico. Eu não tenho nenhum aplicativo desse tipo no meu iphone, mas se quiser colocar o problema vai ser de quem?

    Ridículo…

    • Pedro disse:

      Somos donos apenas do hardware do aparelho.

      O Sistema Operacional só está conosco sobre licença de uso, sendo que essa deixa bem claro que o software não pode ser modificado e não podemos instalar nada sem que a Apple tenha autorizado.

      • Overlord disse:

        Detalhe que TODOS ESTES 5.000 APLICATIVOS FORAM PREVIAMENTE APROVADOS PELA APPLE.

        Ou seja: se o software que desenvolvestes para o iPhone/iPad foi aprovado isto não significa que, no futuro, a Apple não possa removê-lo à seu bel prazer sem nenhuma explicação lógica. :)

  • Adleer disse:

    Penso que o dono de uma loja pode decidir o que vender ou não em sua loja!

  • Se uma empresa resolve estudar a AppStore da Apple, antes dessas regras em relação a fotos de garotas com “roupas pequenas” e decide investir em um aplicativo, gasta algo como uns 7-10 mil reais no desenvolvimento do aplicativo e por fim coloca na loja, mas percebe que após alguns meses a Apple altera as regras e remove o conteúdo. Isso não é motivo para um processo? Afinal a Apple está gerando prejuízo para as diversas empresas envolvidas nas etapas de desenvolvimento do aplicativo.

    No mínimo do mínimo, deveriam ter de volta o dinheiro investido na licença de desenvolvedor.

  • Marcelo disse:

    Oi. Acho que essa atitude da Apple já estava mais do quê na hora de ser tomada. A Apple Store estava ficando inundada de aplicativos inúteis com conteúdo sexual, cujo único mérito era entrar na lista dos mais baixados. Existém outros aplicativos inúteis nas mais diversas categorias, mas é inegável o apelo para download dos que exploram a sensualidade. Não sou moralista, mas já estava ficando chato procurar por aplicativos sérios. Criar uma categoria específica é a melhor opção e acredito ser esse o caminho da Apple. A não ser que o moralísmo americano seja maior do que eu penso. Outra coisa. Se incomoda tanto agora, porque os aplicativos não foram banidos antes? Que eu saiba é preciso ser aprovado pela Apple para estar na Loja. O quê inclusive é uma batalha árdua para conseguir-lo. Acho que alguém não andou fazendo direito seu trabalho. Contudo reafirmo: é bom colocar órdem na casa e esses aplicativos sensuais já estavam passando do limite.

  • Eduardo disse:

    O dono do Iphone é o responsável por comprar os aplicativos, sejam eles explícitos ou não, mas a Apple decide por eles, você não tem liberdade de certo modo, espero que isso mude, é um controle que a Apple faz, mas tem os seus pontos negativos.


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